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A lógica invisível da corrupção sistêmica: o pacto do campo de poder brasileiro
Os dados mostram que, após importantes leis — responsabilidade fiscal, transparência, acesso à informação, combate à corrupção e cooperação premiada — e o desvendamento de sucessivos escândalos e investigações de grande impacto, especialmente depois dos anos 2000, o país permanece preso ao lodo do equilíbrio institucional particularista que domina o campo de poder. Ir ao cerne do problema é admitir que a corrupção no Brasil não é resultado de desvios individuais de agentes corruptos. Trata-se de um equilíbrio instável entre regras formais e práticas espúrias. O caso Master não é uma exceção; é apenas o caso da vez. A pergunta que se coloca é: como alterar esse contexto perverso?
Fundamentos da participação social e as estratégias para o agir coletivo
Assim, a pergunta central deixa de ser “participar ou não participar”. As questões decisivas são em qual dimensão queremos agir, com qual intensidade e com qual responsabilidade sobre os efeitos que produzimos no mundo coletivo. Porque, em última instância, não enfrentar essas questões é também uma escolha - que quase sempre favorece os mais poderosos.
Retomar o fôlego em tempos de ruptura: o balanço entre engajamento e contemplação
A ruptura com uma focalização mental constante em demandas sociais me permitiu o acesso com mais profundidade a uma condição de superação de diálogos internos que se impõem à nossa revelia, como consequência das externalidades do mundo. Silêncio de alma, profundo
8 de janeiro de 2023: o dia que não acabou…
O julgamento dos golpistas não está eliminando a ameaça. A extrema-direita brasileira segue mobilizada, agora com apoio explícito de Donald Trump e de seus colaboradores em cargos estratégicos nos Estados Unidos. A aliança entre Trump e Bolsonaro é mais que afinidade ideológica: representa a decadência de democracias que permitem o uso de instituições em nome de interesses pessoais e extremistas.
Entre força e fragilidade: o julgamento da trama golpista e o futuro da democracia
O julgamento atual evidencia a tensão entre o cumprimento formal da lei e a instrumentalização da justiça por grupos de poder. Se é verdade que o sistema judiciário brasileiro responde aos ataques à ordem constitucional, também é fato que narrativas antagônicas entre grupos políticos, a ausência de debates apartidários consistentes e sinais de acordos de bastidor produzem percepções de seletividade e reforçam a polarização.
Sapatos Furados, Caminhos Livres
Uma frase na camisa do jovem que me atende atiça minha imaginação: “O sistema não é falho, ele é programado para o seu fracasso.”
Trump e a diplomacia da chantagem da extrema-direita: até onde vai o silêncio do mundo?
Em 1940, diante da ameaça nazista, Churchill não apenas enfrentou Hitler — enfrentou o próprio Parlamento britânico. Parte dos parlamentares defendia um acordo de paz para “preservar vidas” e “evitar destruição”. Na prática, significaria ceder à lógica nazista e aceitar uma posição submissa ao arranjo extremista. Churchill enxergou o que estava em jogo: o futuro da civilização democrática. Por isso, contra todas as pressões e perigos, pronunciou as palavras que entraram para a história: “Lutaremos nas praias, lutaremos nas colinas, nunca nos renderemos.”
Oitenta e cinco anos depois, a civilização democrática está sob ameaça e não há clareza de como o risco será enfrentado.
Entre Ícaro e a Fênix: o impasse político e a chance de reconstrução
Empoderado por emendas impositivas, o Congresso alça voa, mas tal como Ícaro, pode cair alimentado pela ilusão de que não precisa mais negociar. Já o Executivo, como Fênix, tenta renascer de seus próprios limites: abandona a estratégia da conciliação a qualquer custo e aposta em denúncia pública.
A opinião pública não existe - e a nossa, existe?
“Opinião pública não existe”, escreveu Pierre Bourdieu em 1973. Essa afirmativa deriva de três argumentos: pesquisas de opinião são enviesadas metodologicamente; a capacidade de reflexão necessária à formação de opinião não está ao alcance de todos; e grupos de interesse no campo de poder moldam o que conhecemos como “opinião pública”. A edição da Folha de São Paulo de 28/6/2025 ilustra bem o que é subliminar ao mais visível.
Desalento democrático: trapaça, medo e o avanço sombrio da extrema-direita
No horizonte, o desalento pode não ser o desfecho. O mal triunfa quando todos se calam. E o mundo talvez não se cale: jovens ocupam universidades pelo fim do genocídio em Gaza; mulheres palestinas resistem sob as bombas; grupos religiosos progressistas, incluindo judeus e cristãos, denunciam o extremismo e defendem a compaixão e a paz como caminho para a humanidade.
A disputa pelo orçamento público: um jogo que a sociedade civil pode e deve jogar
O orçamento público é campo de disputa. Em um ambiente de pouca transparência para a sociedade civil, interesses do mercado e da política institucional tendem a prevalecer — mesmo quando contrariam as necessidades da população.
Relação simbólica entre sociedade e Estado: o que o Senado está cultivando?
Duas mulheres foram ao Senado nas últimas semanas. Marina Silva, dia 27/6, e Virgínia Fonseca, no dia 13/5. A forma como foram tratadas expõe muito mais do que posturas individuais dos senadores: revela disputas simbólicas profundas sobre os valores que estão sendo legitimados no espaço político.
É o Meio Ambiente, Estúpido!
A frase “É a economia, estúpido!” foi cunhada por James Carville, para destacar o peso da economia nas eleições. Porém, talvez seja hora de atualizá-la. O planeta está no seu limite, sem que a lógica do lucro ceda espaço nos processos decisórios. Sem meio ambiente, não há economia. É estupidez!
LDO2026: por que se dar ao trabalho de aprender sobre o assunto e participar?
Influenciar nos debates na arena pública exige compreender o básico sobre orçamento público (…) O momento agora é da LDO. Trata-se instrumento estratégico de disputa por recursos públicos e controle estatal e social. Mesmo com essa importância, permanece invisível para grande parte da população!
INSS: o golpe contra aposentados e o espelho de uma democracia fragilizada
O recente escândalo no INSS expõe, mais uma vez, a face cruel da corrupção sistêmica que assola a nossa democracia. As fraudes revelam, além do golpe bilionário contra uma população fragilizada, o funcionamento perverso de regras informais que coexistem com os dispositivos legais e são amplamente conhecidas por agentes públicos e privados. No imaginário coletivo, predomina a crença de que “é assim que as coisas funcionam”.
Fratelli Tutti: o legado político de Francisco que o mundo não pode ignorar
Publicada em 2020, em meio à pandemia, a encíclica Fratelli Tutti (Fraternidade e Amizade Social) reconhece que as democracias contemporâneas enfrentam uma crise estrutural: avanço de tendências autoritárias, captura do poder político por interesses privados, enfraquecimento da participação popular e fragmentação do tecido social.
A mensagem traz a urgência de enfrentamento da colonização das democracias pela lógica de mercado que esvazia o compromisso com os vulneráveis.
O peso simbólico do asilo: quando a arbitrariedade se traveste de direitos
O futuro do projeto democrático no Brasil não se sustentará sobre o silêncio ou a ambiguidade. Ele dependerá da capacidade coletiva de dizer “não” às distorções que comprometem a justiça e a confiança social, venham de onde vierem. Nesse momento, o que está em jogo não é apenas o destino de uma ex-primeira-dama, mas o valor atribuído à democracia e à sua promessa de legitimidade.
Com a Bíblia na Mão e a Constituição no Lixo
A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, no dia 8 de abril, um projeto de lei que autoriza o uso da Bíblia como material paradidático nas escolas públicas e privadas da cidade. Com 28 votos favoráveis, 8 contrários e 2 abstenções, o texto agora será enviado à sanção do prefeito.
A política não pode ser um espaço entregue à polarização e ao obscurantismo. Debater educação exige responsabilidade.
Brasil, um país de elites oportunistas que jogam contra a democracia
O Brasil está entre os países com maior desigualdade de renda do mundo, algo amplamente conhecido. O que nem todos percebem é que comportamentos ilegítimos da elite do setor público não apenas agravam essa desigualdade, mas também enfraquecem nossa democracia. Vamos entender como isso acontece.
Uma única mulher no STF e uma aula de defesa da democracia
No Brasil, há uma cultura de tentativas de ruptura institucional, uma espécie de "máquina" golpista que opera ao longo da história.