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Eleiçoes 2026: o voto da revolta e a escolha que temos pela frente
Agora são dois candidatos. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou à frente, com 47,05% dos votos válidos, contra 45,14% de Lula. No dia 25 de outubro, voltaremos às urnas. Não escolheremos apenas entre Lula e Flávio. Escolheremos entre dois projetos bastante diferentes de país. Vamos falar sobre isso?
Duas visões, dois futuros no horizonte: o que está em jogo?
Nossa democracia é extremamente imperfeita e nos incomoda em muitos aspectos. Podemos reformar a casa e substituir os pilares que já não cumprem sua função. Ou podemos nos alinhar a quem reivindica para si um "poderio militar incomparável". No primeiro caso, o preço é o trabalho de promover as mudanças necessárias. No segundo, é viver à sombra do mais forte e aceitar que nossa democracia e nossa soberania também fiquem submetidas à vontade do mais forte.
A opinião pública não existe - e a nossa, existe?
“Opinião pública não existe”, escreveu Pierre Bourdieu em 1973. Essa afirmativa deriva de três argumentos: pesquisas de opinião são enviesadas metodologicamente; a capacidade de reflexão necessária à formação de opinião não está ao alcance de todos; e grupos de interesse no campo de poder moldam o que conhecemos como “opinião pública”. A edição da Folha de São Paulo de 28/6/2025 ilustra bem o que é subliminar ao mais visível.
Ecos do Passado e Ameaças ao Futuro: Reflexões Sobre a Posse de Trump
É preciso abrir os olhos coletivamente! Não podemos nos dar ao luxo de confiar apenas nas respostas institucionais de curto prazo. Precisamos enxergar com profundidade o que está em jogo, unir esforços e agir de forma coordenada para transformar as estruturas sociais antes que seja tarde demais.